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O que é “síndrome do pensamento acelerado”?

Este nome existe clinicamente? O pensamento é uma função psíquica, a psicopatologia descreve suas diversas alterações que estão presentes em diferentes transtornos mentais.

Por exemplo o delírio é uma alteração do pensamento presente em estados psicóticos, fuga de ideias em estados eufóricos da bipolaridade ou em crises de ansiedade, diminuição da velocidade do processamento da informação que torna o pensamento mais lento em estados depressivos e outros.

A aceleração do pensamento de modo psicopatológico pode ocorrer em diferentes transtornos mentais como em estados de ansiedade generalizada, na fase eufórica da bipolaridade e outros.

A dita “síndrome do pensamento acelerado” que tem sido citada e comentada muito nos últimos meses não é um transtorno mental e sim um estado transitório em que a pessoa experimenta tal desconforto no pensamento. Após as preocupações que foram gatilhos para tal aceleração o pensamento retorna digamos à velocidade padrão daquela pessoa.

Os gatilhos para a aceleração do pensamento são em geral o acúmulo de demandas cotidianas que podem incluir desde tarefas práticas como agenda de compromissos financeiros, gerenciamento doméstico, vida social, preocupação com futuro, sobrecarga cognitiva no trabalho, sono não reparador, uso de álcool e outras substâncias, sedentarismo entre outros.

Ao modificar o estilo de vida, priorizar e ou excluir algumas demandas, refletir sobre automatismos de comportamento o pensamento não vai mais sofrer tal alteração. Em muitos casos a psicoterapia será indicada para alcançar tais objetivos.

Quando a aceleração de pensamento é um sintoma de um quadro clinico específico será necessário tratamento muitas vezes de mais de um profissional. Na bipolaridade por exemplo além de suporte psicológico será necessário acompanhamento psiquiátrico.

Luciane Lemos - CRP 07/06648

Sobre a autora...

Psicóloga graduada pela UFRGS no ano de 1993. Possui especialização em Neuropsicologia pela Universidade Cândido Mendes no ano de 2020.

Atua na área de psicologia clínica há mais de duas décadas.

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